É tempo de escolhas

Tenho ouvido muita gente falar que não consegue dar conta de tudo que precisa fazer. E se sente frustrada pois tem coisas que gostaria de fazer que não cabem mais no dia.

Muitas vezes o trabalho consome muito mais do que as pretensas 8 horas diárias, não só em horas de trabalho como também em energia e disposição. Então deixamos a academia de lado, deixamos de sair com os amigos, trocamos uma festa por algumas horas a mais na cama no fim de semana.

Ao mesmo tempo, há grande quantidade de coisas interessantes para fazer! Cursos, palestras, atividades em parques, festivais, feiras, eventos, tanta coisa para conhecer ao alcance da internet, uma variedade de livros disponíveis. Conhecer o mundo também está cada vez mais viável, tanto fisicamente quanto virtualmente.

Essa possibilidade de conhecer tudo e qualquer coisa causa também uma sensação de que podemos estar perdendo alguma coisa que ainda não conhecemos. Esse medo nos faz ficar abertos a qualquer coisa que apareça!

Mas estar aberto a qualquer coisa nos causa frustração! Pois não conseguimos fazer quase nada em meio a tantas possibilidades!

Essa sensação de estarmos perdendo alguma coisa ou estarmos cegos à alguma coisa que nos interessa faz com que evitemos a escolha.

Escolher significa também abdicar do que não foi escolhido! E por causa dessa sensação de perder algo, acabamos não escolhendo racionalmente. Queremos tudo, mas ficamos travados pois não conseguimos fazer tudo, então não decidimos o que fazer. A consequência disso é que a não escolha nos leva a trilhar o caminho dos outros, servindo de suporte para a jornada dos que escolhem.

E no final das contas nos sentimos perdidos, sem rumo, correndo mas sem sair do lugar.

Para quebrarmos esse circulo vicioso de querer tudo e por isso não escolher e em consequência não fazer, precisamos saber o que queremos de verdade!

E o que queremos de verdade? Você consegue ter essa resposta de forma clara?

Quem você quer ser daqui a 10 anos?

Que caminhos quer trilhar para chegar lá?

E quem você quer ser hoje que não está sendo?

O que você precisa para trilhar esse seu caminho?

Responder essas perguntas faz com que você se foque no que é importante para você!

E é esse o seu divisor, seu juiz!

Quando você sabe o que é importante, suas escolhas são mais fáceis. Sua vida terá mais foco e sentido. Suas escolhas serão produtivas e gerarão resultados!

Seu destino é traçado nos momentos de decisão! Então saiba o que é importante para você e faça a escolha! Não deixe que decidam por você! 

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O lenhador

 Conta uma fábula que havia um velho muito conhecido por ser o melhor lenhador das redondezas. Ninguém o superava em quantidade de lenha cortada num dia.

Um jovem rapaz o admirava e durante anos treinou para ser melhor que o velho.

Quando sentiu que já tinha todas as técnicas e a força necessária para vencer qualquer um, foi até o velho lenhador desafio-lo para um duelo. Quem cortasse mais arvores durante um dia ganharia a contenda.

O velho aceitou o desafio e foi marcado o dia da disputa!

Pessoas de várias cidades vizinhas apareceram para assistir ao duelo! E ambos empunhando seus machados, se embrenharam na mata a procura de boas árvores para derrubar.

O jovem lenhador empregava toda sua força, sem parar ia lascando a madeira e derrubando árvore atrás de árvore.

As vezes procurava pelo velho lenhador e o via sentado. Pensava consigo que a velhice já derrubara seu adversário pelo cansaço. E prosseguiu sem parar de golpear as árvores, queria mostrar ao povo quem era o melhor lenhador da região agora!

Ao final da disputa, o jovem lenhador, exausto mas confiante foi até a banca de juízes. Estava lá o velho lenhador tranquilo, conversando com seus amigos. Nem parecia cansado!

Os juízes voltam com o resultado e anunciam o velho lenhador como vencedor, com quase o dobro da quantidade de árvores cortadas.

O jovem perplexo quis saber como o velho conseguiu cortar mais lenha que ele, sendo que ele não havia parado nem um minuto enquanto via o velho sentado descansando.

O velho disse:

“Quando você me via sentado, não estava descansando, parado. Eu estava amolando meu machado!”

Amolar o machado…

Um machado mal afiado não vai fazer um bom trabalho, mesmo que o lenhador seja muito forte e eficiente. Um machado mal afiado vai lhe dar mais trabalho, vai demandar mais esforço e por vezes não vai lhe trazer o resultado esperado.

Mas muitas vezes estamos tão centrados em “derrubar a árvore” que não percebemos que o “machado” está sem corte. E continuamos a golpear sem parar esperando que o resultado apareça.

Nosso machado são nossas ferramentas: talentos, habilidades, conhecimentos, sentimentos, inteligência mental, inteligência emocional, inteligência social, inteligência espiritual. Tudo isso está dentro de nós. E instintivamente, escolhemos nossas ferramentas e as ajustamos para cada atividade que vamos fazer. Porém, esquecemos de parar vez por outra para afiá-las novamente! É nesse momento que desperdiçamos nosso esforço, nosso tempo… e nossa vida!

Precisamos escolher as ferramentas certas, moldá-las de acordo com o que vamos fazer, ajustá-la quando necessário e aprimora-las quando oportuno.

Pense um pouco! Quantas vezes você se atira desatinado em tarefas sem pensar realmente no que está fazendo? Quantas rotinas você faz simplesmente porque acredita precisar fazer?

Dessas atividades quais te levam ao lugar onde você quer ir? Você está usando suas melhores ferramentas para fazer essas atividades?

Você como mãe ou pai, tem a rotina de cuidar de seu filho… o quanto dessa rotina está automática? Você está sendo mais motorista do que mãe quando leva ele para escola? Está sendo mais babá do que pai quando leva ele para o parquinho? Está mais “perto pra ele não se machucar” do que prestando atenção à suas descobertas?

Você como esposa ou marido, que constitui uma família… tem prestado atenção à ela? O quanto seu comportamento tem sido automático? Quanto de você mesmo você tem depositado na relação? Quais os sentimentos e ações que deixavam vocês próximos você ainda cultiva? Ou melhora?

Você como profissional, tem seus afazeres… mas quanto das suas habilidades e talentos estão sendo empregados? Quais habilidades melhores você tem para fazer as atividades? Quais atividades realmente são importantes? Que conhecimentos você está agregando para melhorar suas habilidades?

Você como empresário, está lutando para manter a empresa em pleno voo… mas quanto das rotinas técnicas e burocráticas o estão cegando do horizonte e você está se perdendo nos objetivos da empresa? Quanto da sua energia você gasta em apagar incêndios ao invés de fazer negócios estratégicos para reduzir custos ou aumentar a demanda?

Se você se deixa levar pelo dia a dia, executando, executando sem parar, sua vida paralisa, ela não evolui e seu esforço é só para manter os golpes cada vez mais ineficientes de seu machado.

Se você para de tempos em tempos para repensar seus papeis, suas atitudes e comportamentos, dará a si mesmo a chance de mudar, de melhorar!

Não se perca em si mesmo! Pare agora e afie seu machado!

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Qual a cura do medo?

Aos vinte anos estava feliz com minha primeira empresa. Era uma empresa de organização de festas infantis e estávamos na crista da onda da novidade para as famílias de classe média. Estávamos sempre lotados e inovando sempre.

Mas praticamente todos os dias tinhamos medo! Medo da festa não corresponder às expectativas, medo de aumentar a operação, medo de contratar mais gente, medo de tomar mais risco pela exposição, medo de comprar mais equipamentos… mas sempre o enfrentávamos e seguimos em frente.

Mas uma vez esse medo chegou ao auge na época!

Eu e meu sócio costumávamos conversar sobre abrir novas frentes, fazer eventos corporativos e até mesmo grandes festas de casamento. Mas na minha cabeça eram sonhos. Nós estávamos lotados de eventos, não teria como operacionalizar uma coisa que nem conheciamos direito.

Mas um dia meu sócio entra na minha sala e senta-se na minha frente olhando fixamente nos meus olhos. Ele parecia um misto de desespero e euforia (ele era meio maluco, então isso não me surpreendeu muito). Mas quando disse: “vamos fazer a festa do dia das crianças da TAM”, eu ri, incrédulo.

Mas quando percebi que ele falava sério, fui eu quem ficou com aquele olhar de desespero misturado com euforia! Sabia que era um marco a ser ultrapassado e estava se realizando, mas também todos os medos do incerto afloraram!

Mesmo com pavor, fizemos nosso trabalho. Estudamos, pesquisamos, contratamos, fizemos uma operação monstro e criamos um evento para mais de 500 pessoas no ginásio da TAM e sustentamos uma festa por mais de 10 horas com dezenas de personagens infantis circulando pelo evento e shows acontecendo no palco. Distribuímos brindes e brinquedos para todas as pessoas que compareceram.

O resultado desse evento foi o fechamento da festa de natal da VASP e ALCOA!

E o medo? Não existia mais! Só restou confiança e a certeza que este era nosso novo mercado!

Percebe o que acontece com nossos medos?

Eles podem ser muito grandes, pavor mesmo!

E instintivamente nós temos duas saídas quando estamos com medo: fugir ou lutar.

Quando evitamos aquela situação que nos dá medo, estamos fugindo. No fundo, estamos nos acomodando na nossa zona de conforto e deixando aquela situação ir embora. E sabe o que acontece? Nada! Você não muda nada em sua vida!

Mas quando enfrentamos o medo, agindo sobre a situação que nos amedronta, estamos lutando. E acontecem duas coisas nesse momento: buscamos recursos internos que não usamos geralmente e criamos uma solução que não havíamos pensado antes. E depois que enfrentamos a situação o medo desaparece!

Mas sabe o que aconteceu na verdade? Você ampliou sua zona de conforto! Foi criativo ao encontrar uma solução nova e experimentou uma habilidade ou talento que não tinha experimentado antes! E isso faz com que você cresça!

A próxima vez que você enfrentar essa situação, provavelmente não haverá medo, pelo contrário, você nem reconhecerá como uma situação de medo mais!

Isso acontece até nas pequenas coisas… experimente! Perceba-se na situação de enfrentamento. Depois veja como será das próximas vezes que estiver frente a mesma situação.

E lembre-se, a cura do medo… é a ação!

E o resultado é crescimento!

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A catedral

Conta uma parábola, atribuída a Charles Péguy, escritor francês do século 19, que um viajante, passando por uma construção, perguntou a um pedreiro: O que estás fazendo?

E ele responde, rispidamente que está quebrando pedras. E reclama de suas dores e do trabalho ingrato que faz.

Então pergunta para um segundo pedreiro o que faz. E este lhe responde que está ganhando o pão de cada dia para sustentar a família e que não tem muita escolha.

Mas um terceiro, que trabalhava do mesmo jeito que os outros dois, mas com o rosto alegre e cantarolando afirma:

 “Estou ajudando a construir uma catedral”

O primeiro pedreiro, mal humorado, reclamando de suas condições, percebe seu trabalho como um castigo.

O segundo pedreiro, conformado, mas ainda assim insatisfeito, recebe seu trabalho como um sacrifício inevitável.

O terceiro está motivado e orgulhoso de seu trabalho. Sente-se parte de algo que lhe dá significado. Estar construindo uma catedral lhe dá um sentido de propósito. Então vale a pena seu esforço.

Essa parábola é bem conhecida para quem quer motivar pessoas. Já a usei muitas vezes!

Mas, se a parabola tocou você de alguma forma, o que você tira de conclusão?

Você se vê como um dos dois primeiros pedreiros no seu trabalho? E acha que no seu trabalho atual não oferece a oportunidade de “construir uma catedral”?

Talvez a solução seja procurar outro emprego que lhe dê essa motivação! Procurar pela catedral para você construir!

Você pode encontrar esse trabalho sim! Pode ser que você encontre algo que o dignifique e o encha de orgulho e satisfação!

Porém, existe algo nessa parábola mais importante que ir em busca de algo que lhe dê propósito!

Você pode por propósito em tudo que faz!

Um relatório rotineiro e chato que preciso entregar todas as semanas pode ser um meio para desenvolver minhas habilidades em planilhas!

Um projeto de implantação de rotinas na empresa ajudará a melhorar os processos de meu setor, isso é suficiente para que eu colabore com o projeto!

Posso transformar um relacionamento ruim com meu chefe num aprendizado de liderança (aprender a liderar seu chefe!).

Qualquer atividade pode ganhar um significado particular que o impulsione a ser melhor e fazer melhor!

Alinhado com seus objetivos e metas bem definidas, atribuir significado e propósito às suas atividades é fácil, já que você sabe pra onde quer ir em sua vida! Naturalmente você deixará de fazer coisas que não estão alinhadas com seus objetivos.

Não é necessário sair do emprego e procurar outro onde haja uma catedral! Sua catedral é construída dentro de você. E ela pode ser erguida em qualquer lugar onde esteja!

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Seu tempo é de qualidade?

“Não tenho tempo! Falta tempo! Não dá tempo!”

São frases que tenho ouvido com freqüência e em geral soam inconformadas ou em tom de lamento. Mas no fundo, há uma pitada de sentimento de alívio – já pensou nisso?

O seu tempo está preenchido com o que realmente importa?

Vamos fazer uma reflexão:

Pense em algo que você realmente gosta de fazer e quer fazer esse fim de semana! O que vai impedí-lo de fazer? Provavelmente você vai “dar um jeito” para que aconteça, certo? Até a recusa de outros compromissos lhe parecerá mais autêntica e leve. É motivador, lhe dará prazer e no final ficará satisfeito de tê-lo feito!

Agora pense em um compromisso de trabalho, ou um compromisso obrigatório de família, ou numa aula da escola. Qual o seu estado mental quando realiza esse compromisso? No mínimo é indiferente em termos de sentimento, não é mesmo? Se houvesse oportunidade de trocar tal compromisso por outro, você o faria com facilidade, certo? As vezes a sensação ao finalizar o compromisso é de cansaço, frustração ou de perda de tempo?

Aí nós procrastinamos, adiamos, criamos outras atividades inúteis para justificar o adiamento, nos “damos um tempo” olhando facebook, e-mails e sites de entretenimento pois o trabalho está muito estressante e chato… enfim, enchemos nosso dia de adiamentos!

Agora, olhando para essas duas situações, qual a diferença fundamental?

A primeira você quer que aconteça! Você tem um propósito pra ela! Você tem expectativas boas sobre o que acontecerá! Em outras palavras, você vai aproveitar seu tempo!

A segunda refere-se a atividades que foram “colocadas” na sua agenda. Algumas tem objetivos claros, mas que não são de seu interesse direto. Outros compromissos você nem sabe porque está envolvido.

Eis ai um grande motivo para ser difícil gerenciar nosso tempo! Aquele tempo não é seu. A reunião é de trabalho, a aula é da faculdade, a reunião é da família, o aniversário é da cunhada, o relatório é do projeto…

Quando realizamos uma atividade que o motivo não faz parte de onde queremos chegar ou do que somos, dificilmente teremos motivação e dedicação igual a atividades em que nos realizamos.

Mas se olharmos tais atividades com outros olhos? E se o relatório do projeto serve para aprimorar minhas capacidades de gestão? E se a reunião for importante para estreitar os laços da equipe para um trabalho mais eficaz? E se a aula é importante para elaborar meu conceito sobre o assunto x? E se a reunião de família será importante para ratificar meu amor pelos meus pais? E se o aniversário da cunhada é um meio de estreitar mais os laços com meu irmão?

Se você tiver um senso de propósito, saber o que é e onde quer chegar (veja o post “Sem tempo pra nada? Talvez administrar o tempo não seja a solução”) poderá escolher conscientemente o que fazer com seu tempo, tanto escolhendo e recusando o que fazer como dando sentido ao que precisa ser feito!

Aproprie-se de seu tempo! Não deixe que o tempo se aproprie de você!

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Você encontra na vida o que leva consigo

Conta uma popular lenda oriental, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

– Que tipo de pessoas vive neste lugar?

– Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem? – Perguntou por sua vez o ancião.

– Oh! Um grupo de egoístas e malvados – replicou-lhe o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá!

A isso o velho replicou: a mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:

– Que tipo de pessoas vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta:

– Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:

– Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las!

– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:

– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:

– Cada um carrega no seu coração um pouco do ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra a vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos.

Essa fábula nos mostra o quanto depende de nós mesmos o ambiente em que vivemos.

Em qualquer ambiente existirão atitudes boas, ruins, amigáveis, rudes, hospitaleiras, egoístas. Mas é nossa atitude mental que desenha o padrão de comportamento que nos atrai e filtra o ambiente nesse sentido.

Grande parte do tempo é incosciente, mas esse padrão existe e nós o levamos para onde quer que vamos. E no ambiente em que nos colocamos, damos sinais de como queremos que os outros se comportem conosco e nos comportamos da forma esperada.

Portanto não adianta mudar de ambiente (de trabalho, de vizinhança, de casa) se você continua com a mesma atitude mental. É preciso primeiro mudar suas expectativas internas para encontrar novos ambientes – que podem ser até mesmo onde você está agora!

Faça uma experiência: Mude sua atitude mental em relação a alguém que o incomoda no trabalho! Pense que atitude você toma quando ela está presente ou que atitude você tem quando ela tem o comportamento que incomoda você! Então o que você pode mudar em você que parasse de se incomodar ou que evitasse que a pessoa tivesse tal comportamento?

E depois busque uma atitude que você gosta nessa pessoa. Então aproxime-se dela quando tiver essa atitude.

Verá como mudar sua forma de agir, influenciará a forma como os outros agem com você!

Crie o ambiente que você gosta, independente de onde esteja, controlando sua atitude mental!

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A melhor semente

Quando você está num ambiente em que quer crescer ou que quer se sentir bem, como por exemplo sua escola, seu trabalho ou até mesmo sua casa, você pensa em como melhorá-lo para que se sinta melhor? Ou só reclama e se lamenta de ter que conviver nessa ambiente?

Navegando pela Internet li um artigo cujo título é “Compartilhar para crescer”, em www.criatividadeaplicada.com, escrito por Jairo Siqueira, que fala sobre um assunto que gosto de ter sempre presente comigo: que a mentalidade do compartilhamento potencializa o crescimento muito mais que a mentalidade da retenção e segredo individual.

Ele cita um trecho do livro “How to Talk Well” de James Bender, que conta a história de um fazendeiro de Indiana (Estados Unidos) cujo milho já ganhara o “blue ribbon” da feira do Estado por anos a fio. Certo dia um repórter fez uma interessante descoberta durante a entrevista com o fazendeiro: ele dividia suas sementes de milho com seus vizinhos.

O repórter pergunta como ele pode compartilhar suas melhores sementes com seus vizinhos se eles são seus concorrentes todos os anos na feira?

O fazendeiro responde: Porque, senhor? Você não sabe que o vento pega o pólen do milharal e espalha de lavoura em lavoura? Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização cruzada certamente vai degradar a qualidade do meu milho. Se pretendo cultivar um milho de qualidade, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar um bom milho.

Este fazendeiro tem consciência das conexões que existem além do primeiro plano imediato. Ele entende que só pode melhorar se os seus vizinhos melhorarem. Não há como suas sementes sozinhas produzirem bom milho se há interação com outras lavouras. Assim como não somos capazes de vivermos bem se nossos vizinhos não estão bem. Nossos resultados seriam muito melhores se todos que trabalham juntos tivessem bons resultados, você só consegue paz na sua casa se sua família estiver em paz.

Seguindo essa linha, numa comunidade, se cada um contribuir da melhor forma para a melhoria dela, cada membro dessa comunidade se fortalece, absorvendo a sua maneira a experiência, e reciprocamente, compartilha seu melhor resultado, contribuindo para a melhoria dos demais, continuamente. Essa maneira de agir fortalece cada membro e cada membro fortalece a comunidade, de forma dinâmica e orgânica.

Esse espírito de contribuição, que já é comum no mundo virtual, precisa ser mais praticado no mundo real.

Pode ser que em seu ceticismo, veja essa questão como ingênua e até descabida num mundo competitivo e individualista. Porém, existe um equilíbrio na competitividade. Afinal não há competição se não há com quem competir, não há vencedor se não existe o que vencer. E por outro lado, vencer juntos é muito mais glorioso que vencer sozinho. A vitória só tem gosto se compartilhada com alguém… e quão grande é o valor em compartilhar com quem fez parte dessa vitória?

Então acredito que, nos afastando do radicalismo individual, nos aproximamos dessa mentalidade de contribuição, de compartilhamento, de abundância e de reciprocidade, podemos crescer juntos!

Claro que quando você começar a agir dessa forma, a resposta das outras pessoas pode não ser imediata. Mas se você for verdadeiro em sua contribuição sem esperar nada em troca, logo a reciprocidade acontecerá.

Então mais uma vez a pergunta. Qual a melhor semente que você vai dividir com seus vizinhos, amigos, colegas, empresas, comunidades que vai ajudá-los a melhorar?

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O pote

Certa vez, o mestre chamou um de seus discípulos que estava sem paz no coração, muito atarefado e ansioso.

No jardim, o mestre convidou o discípulo a sentar-se com ele na grama.

Junto a ele, havia um pote de barro. O mestre pegou algumas pedras grandes e colocou-as no pote até encher. Olhando seu discípulo, perguntou: Está cheio?

O discípulo, ainda sem entender o que o mestre queria lhe mostrar, respondeu:

– Sim mestre, está cheio!

Então o mestre pegou um punhado de pedregulhos e encheu o pote com eles.

– E agora? Está cheio? – perguntou o mestre calmamente.

O rapaz intrigado respondeu:

– Sim mestre, agora está realmente cheio!

O velho sábio então encheu suas mãos de areia e despejou no pote. A areia escorreu por entre as pedras e pedregulhos. Mais uma mão cheia de areia foi despejada até encher o|pote.

Dessa vez o mestre olhou o rapaz que prontamente respondeu:

– Agora não há dúvidas, mestre! Não há como colocar mais nada aí dentro. Está cheio!

Então o sábio pegou uma jarra de água e entornou-a sobre o pote. A areia absorveu e saturou com toda a água da jarra.

Em meio aos pensamentos confusos do rapaz o mestre lhe convida a fazer a mesma coisa, mas na ordem inversa.

O mestre esvazia o pote e entrega ao discípulo.

Este verte a água de uma jarra e depois duas mãos de cheias de areia, o punhado de pedregulhos e as pedras grandes. Porém, não havia espaço suficiente para colocar as pedras grandes!

O rapaz ainda mergulhado em seus pensamentos, olhava para o pote, ainda não decifrara o enigma do mestre!

O mestre então pega o pote e esvazia-o novamente:

– O pote de barro é nossa vida. E as coisas que colocamos nela é o que preenche nossa vida e nosso tempo.

– As pedras grandes são as coisas realmente importantes para nós como a espiritualidade, amor, amigos, conquistas. – e coloca as pedras grandes no pote.

– E se você der prioridade a isso, as outras coisas se ajustarão por sí só! – e coloca os pedregulhos, que se espalham entre os vãos das pedras grandes, e depois a areia, que se ajusta entre as pedras e pedregulhos.

– Essas outras coisas são os afazeres profissionais e pessoais, lazer, bens, prazeres e todas as outras coisas que completam a vida.

– E sempre haverá espaço para mais se você tiver suas pedras grandes presentes. – e despeja a agua no pote já cheio de pedras e areia.

– Porém, se você preenche seu pote com coisas pequenas, nunca haverá espaço para as coisas realmente importantes.

(autor desconhecido)

Sua vida é feita de escolhas! E priorizar o que é importante pra sua vida é uma escolha fundamental e traz suas consequências.

As vezes escolhemos trabalhar mais para viver depois e o depois nos aguarda com cansaço e falta de saúde.

Priorize e viva suas pedras grandes! As outras centenas de atividades se acomodarão em seus vãos.

O que importa é sua jornada pela vida. O fim dela é simplesmente o fim.

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Você pensa como rico?

Isso mesmo!

Existe uma teoria dizendo que pessoas ricas tem uma forma de pensar e de agir no mundo diferente de quem é pobre. Você pode ver em autores como Thomas Stanley nos livros “The millionaire next door” e “Millionaire mind” ou Robert Kiyosaki em “Pai rico, Pai Pobre” (na verdade quase toda sua literatura é baseada nessa teoria).

Por exemplo, quando falamos em gastar dinheiro:

Quando você compra a prestação, leva mais em consideração o tamanho da parcela ou o valor final da compra?

Aliás, você faz um orçamento do seu dinheiro? Tem algum controle dos seus gastos?

Você gasta mais do que ganha?

Você costuma comprar por impulso?

Quando está chateado ou estressado faz compras sem pensar para compensar?

Ou seus gastos são programados e raramente sai do orçamento?

Segundo essa teoria, pessoas de “mente rica” administram rigorosamente seus gastos. O modelo mental é de gastar menos do que se ganha e assim acumular capital.

Já o modelo mental da “mente pobre” não se preocupa em controlar o dinheiro, vai gastando e seu limite é o limite do cartão de crédito ou da conta bancária.

E quando falamos sobre rendimentos:

Seus rendimentos provém somente do seu salário?

Ou tem investimentos que geram lucros e outras fontes de recebimento (como divisão de lucros de uma empresa onde é sócio, ou aluguel de imóvel)?

Quando você investe pensa mais em proteger seu dinheiro da inflação ou em maximizar o lucro?

Você investe seu dinheiro para guardar ou tem objetivos claros e definidos para o futuro dele?

Você costuma estudar sobre investimentos e está a par da economia do país ou tem preguiça de ler sobre o assunto?

Se for mandado embora do emprego atual, seus investimentos podem sustentá-lo até encontrar outro emprego?

Pessoas de “mente rica” tem em seu modelo mental o acumulo de ativos para gerar “renda passiva” (simplificando é dinheiro que você recebe sem trabalhar – originado de investimentos, alugueis, empresas, etc), ou seja, quanto mais fontes de rendimentos, melhor.

Já o modelo mental das pessoas de “mente pobre” focam no salário mensal e não conseguem investir bem pois tem medo de perder dinheiro.

Mas o que fundamenta esse comportamento são as atitudes que o modelo mental da pessoa de “mente rica” tem:

A pessoa de “mente rica” toma pra sí a responsabilidade pela sua vida e se compromete com seus sonhos. Seus sonhos são grandes e eles administram o risco para conquistá-los. Veem as dificuldades como oportunidades e estão sempre dispostos a aprender. Essa atitude forma um alicerce para o sucesso. Se estamos falando em dinheiro, então falamos de sucesso financeiro.

Já a pessoa de “mente pobre” culpa as circunstâncias e acha desculpas para os compromissos que não cumpriu. Têm medo de se arriscar por isso seus sonhos são pequenos, mesmo assim não tomam atitudes para realizá-los. As dificuldades para a “mente pobre” são obstáculos e tem preguiça de aprender (se desculpa dizendo que “já sabe o suficiente sobre o assunto”). Essa forma de pensar sabota a evolução da pessoa. E nesse caso, estamos falando de sabotar a evolução financeira.

Percebe que mesmo que uma pessoa de “mente pobre” ganhe uma fortuna, ela não vai conseguir sustentar? Em pouco tempo terá esgotado suas riquezas.

Já a pessoa de “mente rica” possibilita a si mesmo a geração de riquezas e a sua expansão? Ela cria uma estrutura a sua volta que favorece ganhar dinheiro e acumular riquezas. Mesmo não tendo dinheiro agora, cria oportunidades de acumular capital e faz investimentos.

Veja grandes ricos que saíram do zero: Amaro Rolim, dono da TAM, vendeu seu único bem (uma lambreta) para pagar um curso de pilotagem; Silvio Santos, de camelô a dono da SBT, Henry Ford, de camponês a dono da empresa que revolucionou a indústria automobilística, Bill Gates, de estudante com um grande sonho construiu uma das empresas mais influentes na área de tecnologia, a Microsoft. A lista é enorme e inspiradora.

E você? Onde você se enquadra?

O que você precisa mudar em sua mentalidade para construir os alicerces para ser “rico”?

Como vai fazer isso? E acima de tudo, você quer essas mudanças? Aceita os riscos? Aceita abandonar velhos pensamentos e comportamentos confortáveis?

Então vai lá e muda!

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Você está presente em sua vida?

Uma amiga, num churrasco divertido e engraçado, cheio de pessoas legais, estava sentada num banco um pouco afastada das outras pessoas.

Aproximei-me dela e perguntei se havia algo errado. Ela, com olhar angustiado, foi logo dizendo que seu filho estava no aeroporto, indo fazer sua primeira viagem para a Europa.
Eu lhe dei um abraço, felicitei-a e disse que ela devia estar orgulhosa e feliz por seu filho!
Mas não era essa a expressão dela! Começou a falar de sua angústia – e se estiver muito frio lá, e se acontecer algo no avião, e se ele passar mal na viagem, e se o avião cair, e se ele descer no aeroporto errado, e se ele não encontrar o hotel, e se ele se perder pela Europa…
Ela realmente estava vivenciando essa angustia toda naquele momento!
Perguntei a ela se aquilo estava acontecendo na realidade.
Ela foi me dizendo que nada aquilo estava acontecendo, mas que ela se preocupava se acontecesse.
Então perguntei o que ela faria se acontecesse?
Ela disse que enlouqueceria!
Então perguntei de que adiantaria enlouquecer?
Ela me disse que não sabia… que simplesmente ia querer morrer!
E então perguntei como ela poderia ajudar seu filho enlouquecendo ou morrendo?
Ela nada disse…
Então continuei a indagar… Se eu ligar para o seu filho e dizer que você está aqui angustiada, quase branca de nervosa, achando que ele vai ter problemas na viagem… o que ele vai achar?
Ela imediatamente ergueu os olhos e pediu que não o fizesse pois o filho nunca deveria saber disso!
Perguntei o motivo.
Ela disse que esses pensamentos deixariam o filho mal e ele até ficaria bravo com ela.
Falei então para ela: Percebe o quanto esses seus pensamentos fazem mal? Está angustiada remoendo situações que nem aconteceram e que provavelmente nem acontecerão. E o pior… você nem está se preparando para esses eventos pois se acontecerem você vai “enlouquecer”. Imagine se alguma de suas hipóteses acontecer! Seu filho está com problemas lá na Europa e você enlouquece… agora serão dois que precisarão de ajuda!
Agora imagine o mal que seria para seu filho, se soubesse que você está aqui angustiada por ele. Você acha que ele viajará em paz? Você acha que ele vai curtir plenamente tudo que ele poderia vivenciar lá?
E o mais importante… você não está aqui conosco, nesse churrasco divertido com todos seus amigos! Está aí dentro de si, em algum buraco de angustia remoendo situações imaginárias.
Se estivesse aqui conosco, se divertindo, convivendo com seus amigos, se energizando e tornando seu espirito forte, essa angustia não existiria, certo?
É porque ela não existe mesmo! Só está na sua cabeça. E daqui a algum tempo vai desaparecer! E qual a consequência disso? Você não viveu o momento presente. Você não esteve no churrasco conversando com fulana e beltrana. Não esteve apreciando a comida que está sendo servida nesse momento. Não terá sentido os cheiros, os sabores, a brisa, a fumaça. Só esteve dentro de você isolada.
Mas sabe o que é mais importante de você estar presente no momento em que está vivendo, no “momento presente”?
É o nível de consciência que você tem sobre suas decisões e seus caminhos. Quanto mais presente estiver melhores serão as informações que você vai captar do momento, melhores serão suas decisões. Estar presente faz com que você aja com mais assertividade.
Estar presente economiza energia – pois você não se desgasta em batalhas internas de desgostos, angustias e tristezas. Sua energia está pronta para ser usada no momento presente.
Estar presente aumenta sua interação com o mundo e possibilita que cada momento seja uma oportunidade de aprendizado.
Então se você for uma pessoa presente no momento em que se despediu de seu filho no aeroporto, teria a oportunidade de se sentir orgulhosa pelo desafio dele. E teria a oportunidade de compartilhar da alegria e excitação dele pela viagem!
Estar presente faz com que, num momento de dificuldades, você tenha a oportunidade de agir com toda energia para ajudar efetivamente.

Estar presente é viver…
Evite estar no futuro pensando em situações hipotéticas, evite estar no passado imaginando como seria se fosse como antes, evite ansiar estar em outro lugar enquanto está neste. Em todas essas situações você estará estagnado no seu viver, vivenciando seu mundo de fantasia andando sem sair do lugar.

Sempre que possível, esteja PRESENTE! Aqui e agora é onde você deve estar!

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